Blog da Escola de Referência e Educação Jovens e Adultos Amaury de Medeiros

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25 de outubro de 2009

LETRAS DE MÚSICAS POLITICAMENTE INCORRETAS

O Teu Cabelo Não Nega - Lamartine Babo – Irmãos Valença

O teu cabelo não nega mulata/ Porque és mulata na cor/ Mas como a cor não pega mulata/ Mulata eu quero o teu amor

Os versos acima, apesar de creditados também ao Lamartine Babo, foram compostos apenas pelos Irmãos Valença. O próprio Lamartine confessou o delito. A canção revela um forte preconceito racial quando o homem diz que quer o amor da mulata seguro que não vai “pegar a sua cor”.

Fricote – Luiz Caldas

Nêga do cabelo duro/ Que não gosta de pentear/ Quando passa na baixa do tubo/ O negão começa a gritar/ Pega ela aí pega ela aí/

Pra quê

Pra passar batom

Mais uma com preconceito racial. A negra que não penteia o cabelo nem gosta de se maquiar, como se isso fosse uma obrigação.

Loira Burra – Gabriel pensador

Existem mulheres que são uma beleza, mas quando abrem a boca, hum, que tristeza/ Não é o seu hálito que apodrece o ar, o problema é o que elas falam que não dá pra aguentar. Nada na cabeça, personalidade fraca, tem a feminilidade e a sensualidade de uma vaca.

Loira burra! Loira burra!

O preconceito contra as loiras é um estereótipo clássico da cultura brasileira. O preconceito não é percebido porque o alvo é uma mulher branca. Imagine se a canção falasse de uma “negra burra”. A letra denigre a imagem da mulher quando a compara com uma vaca.

Odeio Rodeio – Chico Cesar

Odeio rodeio e sinto um certo nojo/ Quando um sertanejo começa a tocar/ Eu sei que é preconceito, mas ninguém é perfeito/ Me deixem desabafar/

A calça apertada, a loura suada, aquele poeirão A dupla cantando e um louco gritando “segura peão”.

Essa canção não tem registro em cedê, é apenas tocada nos shows. O próprio autor confessa nos versos que está sendo preconceituoso. O alvo da crítica é o modelo de rodeio adotado no interior paulista, totalmente copiado do modelo estadunidense.

Cabeleira do Zezé – João Roberto Kelly

Olha a cabeleira do Zezé/ Será que ele é/ Será que ele é/

Será que ele é bossa nova/ Será que ele é Maomé/ Parece que é transviado/ Mas isso eu não sei se ele é/ Corta o cabelo dele!

Essa ingênua marchinha de carnaval cantada até hoje nos bailes é, na verdade, um hino homofóbico. A sexualidade do Zezé é questionada pelo simples fato dele usar cabelo grande.Na versão cantada nos carnavais mais recentes, depois do verso "Será que ele é" acrescentaram a palavra "bicha".

Rua Augusta – Ronnie Cord

Entrei na Rua Augusta a 120 por hora/ Botei a turma toda do passeio pra fora/ Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina/ Parei a quatro dedos da vitrina/ Hay, hay, Johnny/ Hay, hay, Alfredo/ Quem é da nossa gang não tem medo/

Meu carro não tem breque, não tem luz,não tem buzina/ Tem três carburadores, todos os três envenenados/ Só pára na subida quando acaba a gasolina/ Só passa se tiver sinal fechado/ Toquei a 130 com destino à cidade/ No Anhangabaú eu botei mais velocidade/ Com três pneus carecas derrapando na raia/ Subi a galeria Prestes Maia/ Tremendão/ Hay, hay, Johnny/ Hay, hay, Alfredo/ Quem é da nossa gang não tem medo

Essa canção do Ronnie Cord é um clássico da Jovem Guarda. A letra inteira exalta as infrações de trânsito. Absurdamente impensável nos dias de hoje.

Bata Nego – Helder Lopez

A minha mulher gostava/ Quando eu lhe batia/ Quando mais ela apanhava mais ela dizia/ Bata nego pode bater/ Bata com força que eu não sinto doer/ Não me incomodo que a vizinha/ Me chame de biriteiro/ Que eu não tenho dinheiro/ Pra comprar o pão/ Tenho satisfação sou/ Mulher de verdade/ Te peço por caridade/ Não deixe de bater não/ Bata nego pode bater/ Bata com força que eu não sinto doer

Essa música é mais conhecida aqui no Nordeste. Foi um grande sucesso na voz do forrozeiro Arlindo Julião. É um descarado hino machista.

Aceito sugestões de letras politicamente incorretas, estou preparando uma segunda edição desse post. Prof. Edvaldo Cavalcante

15 de outubro de 2009

ESCLARECIMENTOS SOBRE A NOVA PROVA DO ENEM

O Ministério da Educação planeja lançar em novembro uma campanha de esclarecimento aos alunos sobre a nova prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). A campanha abordará o adiamento da prova, e orientará os alunos a tomar providências que podem evitar ainda mais atrasos no calendário do exame.

Estado deve ter estrutura para organizar concursos, diz Haddad Autor do dano arcará com prejuízos do Enem, diz Haddad

De acordo com o ministro Fernando Haddad (Educação), a campanha mostrará algumas providencias que os alunos devem tomar para que eles próprios zelem pela segurança do Enem.

"Estamos cuidando dessa campanha para ganhar os dias de correção que perdemos com o adiamento, para não comprometer o calendário", afirmou o ministro, em audiência pública no Senado.

Como preencher a prova e como utilizar a nota em exames vestibulares serão algumas das questões abordadas na campanha.

A campanha será veiculada em rádio, televisão e internet, e deve custar em torno de R$200 mil. O ministério cogita convidar o ator Wagner Moura, Lázaro Ramos ou Selton Melo para atuar na campanha.

Vazamento

A prova do Enem deveria ter ocorrido nos dias 3 e 4 deste mês, mas foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro após a denúncia de vazamento do conteúdo.

Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, entre eles estão Felipe Pradella, Felipe Ribeiro e Marcelo Sena --funcionários da Cetro, uma das três empresas que compõem o consórcio

A licitação foi fechada em R$ 116 milhões, e, segundo o ministério, já haviam sido pagos R$ 35 milhões. Uma parceria entre a Cesgranrio e a Cespe deve ficar responsável pela aplicação das novas provas.

SOFIA FERNANDES Folha Online - Brasília

6 de outubro de 2009

MANDATOS DE GESTORES SÃO PRORROGADOS POR MAIS UM ANO

A Secretaria de Educação (SE) decidiu prorrogar o mandato dos diretores das escolas estaduais por mais um ano. O decreto com a decisão foi publicado no Diário Oficial do Estado do último dia 2 e estabelece que os gestores permaneçam nos cargos até dezembro de 2010. A decisão foi tomada em decorrência da necessidade da Secretaria de Educação em aperfeiçoar a regulamentação do processo democrático para a função desses gestores, que precisam, além de receber o voto da comunidade, estar aptos a assumir o papel de gestor. A secretaria vai publicar até o dia 30 de novembro deste ano os novos critérios de regulamentação para a eleição dos profissionais que quiserem disputar o cargo de gestor escolar. Das 1105 escolas estaduais, só permanecem fora do processo, as escolas indígenas, as de Referência e as unidades prisionais que têm processos específicos de escolha dos gestores. Segundo a secretária Executiva de Gestão da Rede, Margareth Zaponi, o processo ideal é aquele que prevê duas etapas: a de critérios técnicos, que identifique os candidatos que apresentem os conhecimentos técnicos e um perfil de liderança; e a outra fase é a da legitimação da comunidade escolar, através da eleição. Zaponi faz questão de lembrar que esse processo tem o objetivo único de buscar a qualificação desses profissionais e tornar o trabalho de todos mais eficaz. “Hoje, grande parte dos gestores faz um excelente trabalho e, temos a certeza de que com o Governo investindo na formação e qualificação dessa função, teremos nas escolas modelos de gestão muito mais eficientes”. SEDUC

4 de outubro de 2009

ESCOLA AMAURY DE MEDEIROS EM DESTAQUE NO SITE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Nota: matéria publicada no site da Secretaria de Educação em 02/10/09.
Além de serem alunos da rede pública estadual, os estudantes Gilberto Portela, da Escola Amaury de Medeiros; Nicássia de Araújo, da Jornalista Costa Porto e Sara Santos, da Professor Alfredo Freyre, têm algo a mais em comum. Desde setembro eles começaram a estagiar no Tribunal Regional Federal (TRF). Os jovens foram selecionados através do programa de estágio de Nível Médio da instituição, que desde 2003, seleciona estudantes da rede pública.

Para a educadora de apoio da Escola Amaury de Medeiros, Lucinéia Tavares, a iniciativa foi uma vitória para toda a escola. “Para nós, isso foi uma conquista maravilhosa. Estamos preparando nosso aluno do Ensino Médio para o mundo do trabalho. O melhor é que essa conquista é resultado de nosso esforço”, afirma.

Segundo a assistente social do TRF, Sônia Paes, a instituição realiza a seleção com os estudantes da rede pública duas vezes por ano. Para concorrer a uma vaga no Programa, os alunos têm que ter entre 15 e 16 anos; estarem matriculados na 8ª série do Ensino Fundamental ou 1º ano do Ensino Médio, não terem nota abaixo da média ou reprovação, desde a 5ª série do Ensino Fundamental e terem renda familiar até dois salários mínimos.

Na seleção de agosto desse ano, o TRF disponibilizou 75 vagas para estagiários, sendo 33 para cadastro de reserva. Da rede pública estadual, foram selecionados jovens das seguintes escolas: Eneida Rabelo, Jornalista Costa Porto, Amaury de Medeiros, Diário de Pernambuco, Débora Feijó, Maciel Pinheiro, Ariano Suassuna e Almirante Tamandaré.

Já para o estágio na Caixa Econômica Federal, estão em fase de treinamento os estudantes Cleiton Pedro da Silva e Clebson Pedro da Silva, do 1º ano do Ensino Médio, da Escola Amaury de Medeiros. Eles foram contratados através do Programa Menor Aprendiz.

SEDUC

26 de setembro de 2009

SURRAS DIMINUEM O Q.I DAS CRIANÇAS, AFIRMA ESTUDO

Uma boa surra pode deixar uma marca na criança que é pior do que o desenho vermelho das mãos. Palmadas e outras punições corporais atrasam a inteligência infantil, segundo demonstra um novo estudo.

O Q.I. (quociente de inteligência) de crianças entre 2 e 4 anos que receberam palmadas regulares de seus pais caiu mais de cinco pontos no decorrer de quatro anos, comparado com o de crianças que não levaram palmadas.

"O lado prático disso é que os pediatras e psicólogos precisam começar a fazer o que nenhum deles faz agora, e dizer, 'não batam, sob qualquer circunstância'", diz Murray Straus, sociólogo da Universidade de New Hampshire, em Durham, que capitaneou o estudo juntamente a Mallie Paschall, do Centro de Pesquisa e Prevenção em Berkeley, na Califórnia.

Sem desculpas

Essas não são as primeiras evidências de que bater em crianças traz um custo: muitos estudos prévios já sugeriam a associação, e um estudo recente a partir de tomografias do cérebro descobriu que crianças severamente castigadas com surra tiveram baixo desempenho cerebral na faixa "verde" --que inclui neurônios-- comparadas com outras crianças. Estresse, ansiedade e medo talvez expliquem por que surras tornam lento o desenvolvimento cognitivo.

No entanto, os novos pesquisadores fazem uma ligação mais forte no relacionamento de causa e efeito entre surras e inteligência do que outros estudos, afirma Elizabeth Gershoff, pesquisadora de desenvolvimento infantil da Universidade do Texas, que não está envolvida no novo trabalho. Isso porque ele examina crianças no decorrer de quatro anos, além de calcular muitas variáveis passíveis de confusão, como a etnia dos pais, educação e se eles faziam leituras para as crianças ou não.

Straus e Paschall analisaram dados coletados nos anos 1980 como parte de uma pesquisa nacional de saúde infantil. Em 1986, um estudo anterior mensurou o Q.I. de 1.510 crianças com idade entre 2 e 9 anos, e também observou a frequência suas mães as submetiam a punições corporais. Os pesquisadores repetiram os testes quatro anos depois.

Os pesquisadores separaram as crianças em dois grupos de idade --2 a 4 anos e 5 a 9-- porque alguns psicólogos infantis afirmam que surras ocasionais são aceitáveis em crianças mais novas, mas não em crianças mais velhas.

Abaixo às palmadas

As projeções revelaram que 93% das mães que bateram em crianças de 2 a 4 anos ao menos uma vez por semana, e que 58% recorreram à disciplina física com crianças mais velhas. Quase metade das mães das crianças mais novas bateram em seus filhos três ou mais vezes por semana, apontaram Straus e Paschall.

Quatro anos depois, as crianças mais novas que jamais apanharam de suas mães tiveram um ganho de 5.5 pontos de Q.I., se comparadas com crianças que sofreram punições corporais, enquanto os mais velhos que não apanharam ganharam 2 pontos de Q.I. em relação aos que apanharam.

Estes resultados põem em dúvida a prática de surra apenas nas crianças mais novas, diz Straus. "Uma das ironias mais cruéis é que as crianças novas são mais propensas a risco porque seus cérebros têm partes de desenvolvimento ainda em formação".

Apesar da conclusão dos cientistas, a palmada não é uma garantia de mediocridade intelectual.

Nas crianças mais novas, o atributo que fez mais diferença para a pontuação do Q.I. era se as mães estimulavam ou não a capacidade cognitiva. Isto era mais importante do que qualquer outra coisa, incluindo o castigo corporal.

"Digamos que você tem uma criança que tem pais educados, que apoiam e dão estimulação cognitiva, mas que batem: estas crianças vão ficar bem de qualquer modo, talvez não tão bem se não apanhassem", afirma Strauss.

Entretanto, ele tem pouca paciência com o argumento de que a surra complementa aquilo que a disciplina não cobre. "A pesquisa simplesmente não mostra isso", diz ele. "Bater não funciona melhor com crianças pequenas".

"Eu bati nos meus filhos quando eles eram pequenos: desejo que não isso não aconteça, agora que sei a respeito". New Scientist, via Folha Online

25 de setembro de 2009

DIÁRIO DE PERNAMBUCO ELOGIA DESFILE DO AMAURY DE MEDEIROS

Nota publicada no Diário de pernambuco elogia desfile da Escola Amaury de Medeiros. O blog da Banda Amaury de Medeiros publicou um artigo e nós aqui do Blog Amaury Online vamos repetir essa boa notícia. Segue a nota:
A maior parte das escolas não levou alunos uniformizados. Uma das exceções foi a Escola Estadual Amaury de Medeiros, do bairro de Afogados. A composição das escolas se resumiu praticamente ao abre alas com as balizas e a própria banda. Também já não há mais o glamour das fantasias, alguns estudantes chegaram a desfilar com roupas diferentes do restante da banda. (FONTE DIÁRIO DE PERNAMBUCO 08/09/09)

12 de agosto de 2009

TELESCÓPIO ESPACIAL REGISTRA CHOQUE ENTRE DOIS PLANETAS

Segundo a agência americana, a colisão envolveu um planeta com o tamanho da Lua e outro com tamanho a Mercúrio e espalhou enormes quantidades de rocha derretida no espaço. Ainda de acordo com a Nasa, os planetas estariam viajando à velocidade de 10 km por segundo quando ocorreu o impacto e orbitavam a antiga estrela HD 172555, de 12 milhões de anos de idade, localizada na constelação do Pavão.

"Para que a rocha derretesse e se vaporizasse o choque deve ter sido muito violento", disse o pesquisador Carey Lisse, ligado ao Instituto de Física e Astrofísica da universidade Johns Hopkins e autor da descoberta, publicada na edição de agosto do periódico Astrophysical Journal. No entender de Lisse, a colisão é muito similar àquela que provavelmente deu origem à Lua há 4 bilhões de anos, quando um objeto do tamanho aproximado de Marte se chocou contra a Terra.

Segundo o trabalho de Lisse, o choque destruiu completamente o objeto de menor tamanho e espalhou grande quantidade de material magmático, que foi registrado pelos sensores infravermelhos do telescópio na forma de tectitas, fragmentos de lava recongelados que dão origem a uma espécie de vidro que se forma no espaço.

Foto: Concepção artística mostra o violento choque entre planetas, conforme registrado pelo telescópio espacial Spitzer. Crédito Nasa.

IG Educação

11 de agosto de 2009

9 de agosto de 2009

6 de agosto de 2009

64 ANOS DO MAIOR ATO DE IRRACIONALIDADE DA HUMANIDADE

Há 64 anos, o Enola Gay, avião pilotado pelo general brigadeiro Paul Tibbets Jr, despejou no céu de Hiroshima uma bomba atômica. Três dias depois, outra bomba foi jogada em Nagazaki. Quase 200 mil pessoas morreram nos dois ataques. Milhares de pessoas morreriam, mais tarde, devi os efeitos nocivos da radiação atômica. Nada mais precisa ser dito.

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