Blog da Escola de Referência e Educação Jovens e Adultos Amaury de Medeiros

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28 de maio de 2012

A cama das crianças pelo mundo




O Fotógrafo James Mollison viajou pelo mundo para conhecer outras culturas e ver como as crianças estavam vivendo em todos estes países diferentes. Ele tirou fotos das crianças e seu espaço de dormir, fossem eles em quartos confortáveis ou um colchão no exterior. As imagens são agora uma parte de seu livro chamado "onde a criança dorme". A diferença entre os lugares em que as crianças vivem e seus modos de viver nos diferentes países é algo realmente chocante. Toda criança merece um lar acolhedor e agradável para crescer, mas longe de todo mundo tem o que você vai ver nestas fotos.

Mollison nasceu no Quênia, mas cresceu em Inglaterra , e agora ele está trabalhando na Itália . Ele queria fazer outras crianças no mundo estarem cientes da desigualdade que está acontecendo ao nosso redor. Se vamos mudar alguma coisa neste mundo, precisamos começar a partir de nossas crianças.


Indira (7) , Nepal. Ela divide seu colchão, que é o único na casa, com seus irmãos. Desde que ela tinha 3 anos ela trabalha na pedreira de granito local. Ela trabalha há seis horas por dia, quando ela é feita com as aulas na escola, mas ela sonha em ser uma bailarina.

Kaya (4) , Tóquio, Japão. Vive com os pais em um pequeno apartamento, onde ela tem muitos vestidos, casacos, bonecas e perucas. Ela sonha em ser uma cartunista quando crescer.

Dong (9), sudoeste da China. Divide sala com a família. Ele adora cantar e escrever, e à noite, ele assiste a alguns programas de TV e faz alguns trabalhos de casa. Seu sonho é se tornar um policial.


Joey (11), Kentucky, EUA. Quando ele tinha sete anos abateu seu primeiro cervo. Ele gosta de ser um caçador com seu pai, e ele possui duas espingardas e uma besta. Seu animal de estimação é um lagarto que gosta de se sentar com ele e ver televisão à noite. 


Jasmine (4) , Kentucky, EUA. Vive com sua família em uma casa grande em terras agrícolas. Ela participou de mais de 100 concursos de beleza e ganhou vários de prêmios. Ela pratica para as competições a cada dia com um personal trainer


Lamine (12) , Senegal. Divide seu quarto com vários outros garotos. As camas são desconfortáveis ​​com tijolos como pernas. Ele trabalha todos os dias desde as seis da manhã. Tem que colher, cavar e arar, até a tarde quando ele estuda o Alcorão. 



Thais (11) , Brasil. Divide seu quarto com sua irmã. Mora bem perto da área que é usada pelas as gangues do gueto para o uso de drogas. Quando ela crescer,  gostaria de ser um modelo como um monte de meninas brasileiras.



Douha (10) , Cisjordânia, Palestina. Vive em um campo de refugiados com seus 11 irmãos, e partilha o quarto com suas cinco irmãs. Seu irmão se matou em um ataque suicida contra os israelenses.


Jamie (9), Nova York. Vive em uma cobertura na 5 ª Avenida. Seu sonho é se tornar um advogado como seu pai que vai financiar seus estudos em uma prestigiada escola . Ele também tem aulas de judô e natação.



Roathy (8), Camboja. Sua casa é no lixo, onde sua cama são pneus velhos. A única refeição que ele recebe quase todos os dias é um pequeno almoço. Divide um chuveiro com outras crianças em um centro de caridade local. As seis horas dirige-se para trabalhar à procura de latas e garrafas de plástico que ele vende para uma empresa de reciclagem.


Tzivka (9) , Israel, assentamento na Cisjordânia, na Palestina. Divide o quarto com seus irmãos. Ele não tem permissão para praticar esportes ou desfrutar de televisão e jornais, por isso ele usa todo o seu tempo na biblioteca lendo ou jogando jogos de religiosos no computador.


Nantio (15), Quênia. Um membro da tribo Rendille. Ela vive em uma barraca que é feita de couro e plástico. Ela quer se casar com um moran, que é um guerreiro, mas primeiro ela terá que começar a circuncisão. Seu trabalho diário é cuidar das cabras e cortar madeira.


Um menino sem-teto de Roma, Itália. Sua casa é ao ar livre, sua cama é um colchão. O menino e sua família não tem documentos de identidade, por isso eles não conseguem trabalhos reais. Seus pais limpam pára-brisas de carros e ninguém tem uma boa educação.

Fonte

21 de maio de 2012

A Coca-Cola incendiária de Cildo Meireles





Em plena ditadura militar Cildo Meireles  aplicava decalques em silk-screen em garrafas retornáveis de Coca Cola.

Elas voltavam à circulação uma mensagem que questionava o regime ou mesmo com instruções para fazer um coquetel molotov.

Nas garrafas vazias as mensagens ficavam praticamente invisíveis. Quando as garrafas voltavam à circulação, traziam as mensagens bem visíveis para os consumidores do produto.

Não sei se o conceito – Inserções em Circuitos Ideológicos era o seu nome – foi executado de fato – e em larga escala -, mas sua mera existência já denota a transgressão e a trolagem de alto nível que a boa arte deve ter.

Cildo Meireles deu continuidade à trolagem de Duchamp. Em vez de simplesmente tomar um objeto produzido industrialmente (o mais célebre exemplo: A Fonte) e chamá-lo de arte ao colocá-lo no museu, num salão ou em uma galeria, ele interviu no objeto e recolocou-o em seu circuito industrial, sendo um verdadeiro hacker antes mesmo de alguém sonhar com esse termo.



Bem que eu gostaria de saber a postura da multinacional frente ao fato de por um lado estar ligada a um trabalho de um artista tão importante e, por outro, a uma atividade potencialmente violenta (não estou analisando quem era o mocinho e o bandido na época, mas as consequências).

Outro exemplo da arte de Meireles:




Depois de o regime militar ter matado o jornalista Vladimir Herzog, Meireles carimbou notas de 1 cruzeiro que circulavam levando a pergunta que todos queriam fazer mas que por conta, da pouca liberdade de expressão, ninguém podia: “Quem matou Herzog?”.


Na ocasião, a ditadura militar garantiu que o jornalista havia cometido suicídio divulgando uma foto em que a vítima aparecia enforcada.

Meireles, hacker e artista, sabia: perguntar não ofende.


Postado por Tia Jana
Retirado de: Livros & afins

15 de abril de 2012

TRABALHAR E ESTUDAR NÃO É PARA TODO MUNDO


Hoje, no meio de uma aula sobre fusos horários – os alunos detestam – fui interpelado por uma aluna que divagou e afirmou que estudava mesmo sem gostar. Entrei na onda e lá fui eu falar sobre as dificuldades da vida. Algumas utopias são propagadas em salas de aulas como se verdades fossem. Dizer que qualquer pessoa pode trabalhar e estudar ao mesmo tempo é uma delas. Isso não é para todo mundo. Esse dueto é apenas um dos peneirões que a vida e a escola pública impõem aos alunos. Só os fortes e determinados conseguem superar.

Muitos dos que frequentam a escola entram na sala com um asco aparente. Outro dia, assim que comecei a desenhar no quadro uma malha de paralelos e meridianos para explicar coordenadas geográficas, fui interrompido várias vezes com frases do tipo: “Isso de novo, professor?” “Quando esse assunto termina?” “Geografia com números, nunca vi”. Era, apenas, a segunda aula sobre o assunto e para dar continuidade a explicação, eu teria que retomar de onde parei. Os alunos me irritaram de uma forma que dei a aula por encerrada. Como é possível lecionar desse jeito?

Esse tipo de situação é muito comum nas escolas públicas. Trabalhar e frequentar a escola é um sacrifício inominável, sei, mas essa realidade torna-se muito mais difícil quando os alunos criam esse tipo de situação. A grande verdade é que pouquíssimos enxergam a escola como algo importante, apenas almejam uma “Ficha 19” que na disputadíssima realidade atual, não representa mais nada. Ficha 19 serve, no máximo, para manter-se naquele subemprego que deveria fazer parte, apenas, do início da vida do jovem. Hoje em dia, muitos aceitam essa realidade como algo imutável.

Trabalhar e estudar não é para todos, só para os determinados, repito. Não estou levantando a utópica bandeira do “vocês têm que ter amor pelo estudo”. Muitos vencem sem gostar de estudar. Estudam porque sabem que esse é o único caminho para quem nasceu pobre. Mais: alguns – eu, por exemplo – não gostavam do ensino médio e se encontraram na faculdade. A vida é feita de estágios, você não é obrigado a gostar de todos. Cumpra os que não gosta, porque são pré-requisitos, e realize-se mais a frente. Quem vive de cara feia na sala, achando que está fazendo demais por si, na verdade, está se enterrando na falta de iniciativa. Obrigue-se a fazer, temporariamente, o que não gosta, para se realizar no futuro, esse é um caminho.


Por: Ed Cavalcante

5 de abril de 2012

Súplica Cearense

Olá Crianças!
Vi esse clip da música "Súplica Cearense" cantada pelo O Rappa e achei bem legal porque eles fazem uma animação usando como mote o Arraial de Canudos. Só desconsiderem a falha geográfica existente entre CE e BA, ok?







Por: Tia Jana

16 de março de 2012

Morre o geógrafo Aziz Ab’Saber


Foto: Reprodução USPAmpliar
Aziz Ab'Saber morreu nesta sexta-feira (16) aos 87 anos
Morreu na manhã desta sexta-feira (16) Aziz Nacib Ab’Saber, um dos mais respeitados geógrafos do País. Ab’Saber tinha 87 anos e morreu na casa dele, em Cotia (SP). Ele era presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). 

A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas as suspeitas são de parada cardíaca. O velório será realizado a partir das 19h no prédio da administração da FFLCH/USP e o enterro, no Cemitério da Paz, às 10 horas. A FFLCH/USP decretou luto de três dias. Aziz casou-se duas vezes, deixa duas filhas e seis netos.

 Nascido em São Luís do Paraitinga, em 1924, Ab'Saber foi autor de mais de 300 trabalhos acadêmicos e considerado referência da geografia em todo o mundo. É autor de estudos e teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil.Foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e desenvolveu trabalhos no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) até ontem. Foi autor também de diversos livros educativos sobre geografia, usados em diversos colégios.


“Por causa destes livros, o trabalho dele serviu de base até para o avanço do conhecimento de geografia no país”, disse ao iG Rute de Andrade, Secretária Geral da SBPC. “É uma contribuição única pela qualidade e abrangência. Ele descreveu o país a partir de viagens, onde associava geomorfologia, ecossistema e a formação dos ambientes”, disse.
Ab'Saber entregou ontem, o último capítulo de seu livro, “Leituras indispensáveis”, onde tecia comentários sobre artigos que considerava excelentes para a formação humana dos jovens. Nele Aziz fazia uma homenagem ao trabalho dos primeiros geógrafos no interior do Brasil, como José Veríssimo da Costa Pereira e Carlos Miguel, e às primeiras expedições de Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon (1865 a 1958). O terceiro volume do livro será lançado na reunião anual da SBPC que ocorre em julho em São Luís.
Leia também:

O acadêmico era um grande entusiasta de que os jovens viajassem para conhecer o Brasil e assim pudessem tomar decisões sobre questões nacionais. A primeira atividade de Ab’Saber como aluno da Universidade de São Paulo foi uma excursão passou por Sorocaba, Itu, Salto, Campinas e retornou a São Paulo, em 1940. Ab’Saber afirmava que a partir daquela viagem, decidiu ser geógrafo.

Amazônia
Suas pesquisas sobre a Amazônia foram fundamentais para o que se convencionou chamar de a “Teoria dos Refúgios e Redutos”. Segundo essa teoria, durante a última glaciação, a Amazônia teria se reduzido a pequenas reservas.

Aziz também foi consultor ambiental do Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se próximo ao ex-presidente Lula. Nos últimos anos, no entanto, passou a criticar a postura do governo federal em relação ao Meio Ambiente, criticando questões como a transposição do Rio São Francisco, e o novo código Florestal. Na reunião da SBPC de 2010, em Natal foi combativo em relação ao novo Código Florestal, chegando a defender a criação do Código da Biodiversidade para contemplar a preservação das espécies animais e vegetais.
Pelo Twitter, o deputado estadual de São Paulo pelo PT, Rui Falcão, lamentou a morte de “Mestre Aziz, decano da geografia física no Brasil, nossos sentimentos para sempre”.
O MST também homenageou o geógrafo, afirmando em nota, que o MST perdia um grande amigo e colaborador. “O povo brasileiro perdeu um dos seus mais brilhantes estudiosos da área ambiental e da geografia de nosso território”.
Ao longo da carreira, Ab’Saber recebeu diversos prêmios como o Prêmio Jabuti em Ciências Humanas (1997 e 2005), eem Ciências Exatas (2007); o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001).
Fonte: IG - Último segundo

14 de março de 2012

UPE abre inscrições de seleção para curso pré-vestibular gratuito

Estão abertas as inscrições da seleção para o curso pré-vestibular gratuito oferecido pela Universidade de Pernambuco (UPE), o Prevupe, com aulas preparatórias para interessados em prestar vestibular. A oportunidade é destinada para estudantes que estão cursando o terceiro ano do Ensino Médio na rede pública de ensino e ex-alunos. As inscrições devem ser feitas até o domingo (18), através do site da UPE. A taxa custa R$ 20.

O pré-vestibular oferece 6.300 vagas, distribuídas em 25 municípios do estado. Os candidatos serão selecionados através de uma prova no dia 15 de abril, das 8h15 às 12h15, com 40 questões de múltipla escolha, das disciplinas que constam nos vestibulares das universidades públicas, exceto língua estrangeira, com conteúdos do ensino médio. A lista de selecionados será divulgada até o dia 24 de abril.

As aulas começam no dia 5 de maio e serão ministradas por alunos das faculdades de formação de professores da UPE, supervisionados pela equipe da Universidade responsável pela coordenação do curso, em escolas cedidas pela Secretaria Estadual de Educação, aos sábados, das 8h às 17h, e domingos, das 8h às 12h.

O Prevupe vai atender com 200 vagas cada um dos municípios de Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Barreiros, Belém de São Francisco, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Caruaru, Exú, Goiana, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Limoeiro, Olinda, Palmares, Paulista, Salgueiro, Serra Talhada, Santa Maria da Boa Vista e Vitória de Santo Antão. Com 400 vagas serão contemplados os municípios de Garanhuns, Nazaré da Mata e Petrolina. Recife terá 900 vagas.

Outras informações podem ser obtidas através do telefone (81) 3183-3763.


Fonte: G1 Vestibular e Educação 

5 de março de 2012

125º aniversário de Villa-Lobos

Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.

As primeiras composições de Villa-Lobos trazem a marca dos estilos europeus da virada do século XIX para o século XX, sendo influenciado principalmente por Wagner, Puccini, pelo alto romantismo francês da escola de Frank e logo depois pelos impressionistas. Teve aulas com Frederico Nascimento e Francisco Braga.

Nas Danças características africanas (1914), entretanto, começou a repudiar os moldes europeus e a descobrir uma linguagem própria, que viria a se firmar nos bailados Amazonas e Uirapuru (1917). O compositor chega à década de 1920 perfeitamente senhor de seus recursos artísticos, revelados em obras como a Prole do Bebê para piano, ou o Noneto (1923). Violentamente atacado pela crítica especializada da época, viajou para a Europa em 1923 com o apoio do mecenas Carlos Guinle e, em Paris, tomou contato com toda a vanguarda musical da época. Depois de uma segunda permanência na capital francesa (1927-1930), voltou ao Brasil a tempo de engajar-se nas novas realidades produzidas pela Revolução de 1930. Apoiado pelo Estado Novo, Villa-Lobos desenvolveu amplo projeto educacional, em que teve papel de destaque o Canto Orfeônico, e que resultou na compilação do Guia prático (temas populares harmonizados).

Conheça mais um pouco:

Fonte: Wikipédia

Postado por Tia Jana

29 de fevereiro de 2012

Depoimento cheio de lirismo do ex- aluno Charles Carvalho

Charles ao lado do filho
Saudades!

Que saudades da Escola de 1º e 2º Grau Amaury de Medeiros. Isso á ilustríssima professora Palmira nos fazia escrever todo santo dia, e do grande professor David que nos deixou cedo demais. Saudades do tempo que não havia grades nas janelas e que podíamos ficar na sacada do piso superior do Amaury e descer do mastro da bandeira. Saudades também de colocar um boné e uma camiseta no busto que fica no pátio e tirar fotos. Do tempo que tinha uma pista de saltos de areia que não era muito limpa, mais todos se jogavam pelo menos uma vez na areia. Do tempo que a quadra de esportes não era bem uma quadra e sim, uma área de lazer onde jogávamos futebol e queimado era muito bom. Saudades na hora da merenda, da boa macarronada com almondegas e sopas. Que SAUDADES. Não faz muito tempo tudo isso, mais, cada hora que passa me faz sentir mais SAUDADES.

Nota: Esse depoimento foi publicado na linha do tempo do meu Face, pelo próprio Charles,. Tomei a liberdade de registrá-lo aqui no blog da nossa escola. Emocionante!
Ed Cavalcante

27 de fevereiro de 2012

Acima da Lei?



A coordenação do programa educação integral está orientando equivocadamente a direção das escolas no que se refere à distribuição das aulas dos professores regentes.

A lei complementar n. 125 de 10 de julho de 2008, criou o programa de educação integral e nos artigos 1º e 2º vincula o programa a secretaria estadual de educação, tendo como uma das finalidades executar a política estadual de ensino médio, em consonância com as diretrizes das políticas educacionais fixadas pela Secretaria de Educação. No parágrafo segundo do artigo 5º define a carga semanal de trabalho dos professores em 40 horas nas escolas de tempo integral nos cinco dias da semana e 32 horas nas escolas semi-integral nos cinco dias da semana.

É importante esclarecer que este parágrafo do artigo 5º da LC n. 125/08, não trata da hora aula, nem alterou a Lei Estadual n. 11.329/96 (Estatuto do Magistério), que no artigo 14 fixa em hora aula o regime de trabalho do professor, independente da função que exerça e do nível de ensino em que atue. O artigo 16 da lei do estatuto do magistério define a composição da carga horária do professor regente em horas aulas em regência de classe e horas aulas atividade, sendo 30% da carga horária total do Professor destinada às horas aulas atividade (Este parágrafo do artigo 16 precisa ser atualizado para atender os 33% de horas aulas atividades indicados na Lei Federal n. 11.738/2008). Sendo assim, por enquanto, para quem trabalha 40 horas aulas por semana, 28 devem ser em sala de aula e 12 horas aulas atividade; para quem trabalha 30 horas aulas por semana, 21 em sala de aula e 09 horas aulas atividade, para cumprir as tarefas indicadas no parágrafo 4º do artigo 16 da Lei n. 11.329/96.

Percebam que a gratificação de localização especial (para quem estar lotado nas escolas de referência e escolas técnicas) prevista no artigo 3º, inciso I, alíneas “a” e “b” da Lei Estadual n. 12.965 de 26 de dezembro de 2005, refere-se ao regime de trabalho de horas por semana. Não fazendo referência as horas aulas em regência de classe.

Como, de acordo com a LC n. 125/08, as escolas de referência estão submetidas às regras estabelecidas pela secretaria estadual de educação, a portaria n. 8290 do Secretário de Educação, no parágrafo 3º do artigo 1º trata do cálculo de distribuição de horas aulas, indicando que “não poderá exceder 12 turmas e 24 h/a por professor com jornada semanal de 40 horas aulas”. A letra “c” deste parágrafo diz que para os “professores com disciplinas cuja matriz curricular determina 1 h/a aplica-se apenas o cálculo de 24 h/a, excluindo o limite de 12 turmas, desde que atuando em uma única escola”. Na letra “e” diz que “para as Escolas de Referência em Ensino Médio e as Escolas Técnicas Estaduais permanece o estabelecido na Lei Complementar n. 125/08”. Já expliquei acima que ela não faz referência às horas aulas, nem revoga parte do artigo 16 da Lei n. 11.329/96. A Portaria ainda indica que às quatro horas aulas atividades a mais é para atender o disposto na letra “e”, do parágrafo 4º, artigo 16 da Lei do Estatuto do Magistério.

Portanto, companheiros e companheiras lotados nas escolas de referência e escolas técnicas como dirigentes, coordenadores e regentes não podemos aceitar a imposição da coordenação do programa, temos que ponderar nas reuniões dos diretores e as coordenações das escolas, solicitar por escrito às orientações que fogem das regras legislativas e diretrizes da secretaria de educação. Reagir e garantir os nossos direitos para que possamos ter tranqüilidade para desempenhar bem as nossas funções nas escolas.


Heleno Araújo
Presidente do SINTEPE
Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE

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