Blog da Escola de Referência e Educação Jovens e Adultos Amaury de Medeiros

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28 de setembro de 2018

A NOITE ESCURA DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ


Madre Teresa de Calcutá foi, sem dúvida, uma das figuras mais admiráveis de todos os tempos. A obra social que essa senhora construiu, ao longo do seu sacerdócio, é inimaginável. Madre Teresa era, antes de tudo, uma figura do povo. Do povo pobre, aquele que estava abaixo da linha de pobreza, os esquecidos.
Mas quero falar de um outro assunto polêmico e sempre evitado pela igreja: a crise espiritual vivida por Madre Teresa, que colocou em dúvida, inclusive, a sua fé em Deus. Esse lado pouco conhecido da religiosa foi revelado ao mundo através do livro “Madre Teresa, Venha, Seja Minha Luz”, de autoria do Padre Brian Kolodiejchuk, ironicamente, o postulador da sua canonização.
O livro, que foi lançado em 2007 (inclusive no Brasil), reúne uma série de cartas que Madre Teresa escreveu para vários de seus conselheiros. Nesses manuscritos ela revelou momentos de angústia e fez vários questionamentos a Deus. Em muitos momentos, em suas conversas com Deus, revelou não perceber nenhuma resposta do céu. Veja esse trecho de uma carta de 1956:"Tão profunda ânsia por Deus - e ... repulsa - vazio - sem fé - sem amor - sem fervor. Almas não atrai - O céu não significa nada - reze por mim para que eu continue sorrindo para Ele apesar de tudo."
O “Ele”, claro, é uma referência a Deus e o “apesar de tudo” reflete a inquietação da religiosa. Em outra carta ,escrita em 1959, Madre Teresa deu um claro sinal do seu agnosticismo: "Se não houver Deus - não pode haver alma - se não houver alma então, Jesus - Você também não é real."
A Igreja Católica, ao longo dos séculos, enfrentou várias crises espirituais iguais a de Madre Teresa. São João da Cruz, mestre em teologia mística, batizou esse momento de crise como “Noite Escura do Espírito (ou da alma)”. Esse momento é entendido pela Igreja como uma etapa que alguns santos percorrem até a identificação do que é realmente Deus. Muitos críticos classificam essa interpretação como uma forma que a Igreja Católica encontrou de negar a crise de fé de seus religiosos.
Sobre esse “momento de escuridão” vivido por Madre Teresa, O New York Time, em sua edição de 05 de setembro de 2007, publicou o trecho de uma das cartas escritas por ela onde, taxativa, afirmou: “se alguma vez chegarei a ser santa, seguramente o serei da escuridão”.
Todos esses momentos de angústia vividos por Madre Teresa, não mancham, de forma alguma, a magnitude de sua obra social. Pelo contrário, imagine uma pessoa que supostamente fazia o bem por ser temente a Deus, descobrimos agora que, mesmo com sua fé em crise, manteve-se firme no seu propósito de ajudar ao próximo de forma incondicional. Nada mais importa, no meu modo de ver.
Autor: Prof. Ed Cavalcante

Trabalhos de Sociologia: Eleições 2018 EJA2A Professora Cristiane






A EREM Amaury de Medeiros apresenta através das turmas do EJA o desenvolvimento do projeto Eleições e Cidadania, que teve nas  pesquisas e produção de cartazes  informações, sobre a história do voto no Brasil, a importância da politica na nossa vida e as eleições 2018. Na apresentação dos trabalhos, foram desenvolvidas reflexões e debates sobre o voto e  nosso papel de cidadão na sociedade brasileira. Parabéns a todos!! (Professora Cristiane)

26 de setembro de 2018

Projeto Ciência e Sociedade - 2018

A EREM Amaury de Medeiros realiza nesta semana, através do projeto interdisciplinar Ciência e Sociedade, uma série de palestras sobre o Setembro Amarelo. O projeto está se desenvolvendo em todas as turmas do EJA, ocorrendo rodas de debates com o objetivo de esclarecer e difundir os conceitos de sofrimento psíquico, depressão e suicídio. O trabalho está sendo realizado com auxílio de imagens, vídeo reflexivo e escuta de relatos dos estudantes sobre o tema. A instituição resgatou essa temática porque visa propagar o bem estar, a qualidade de vida da comunidade escolar e a luta pela vida.  O projeto foi elaborado pela professora Fernanda. Seguem imagens de uma das palestras:






24 de setembro de 2018

Pais não podem tirar filho da escola para ensiná-lo em casa, decide STF 4

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 2.5.18
Alexandre de Moraes abriu a divergência e entendeu que o homeschooling não está previsto na legislação

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira (12) considerar ilegal o ensino domiciliar de crianças, conhecido como homeschooling . Por 9 votos a 2, a Corte entendeu que a Constituição prevê apenas o modelo de ensino público ou privado, cuja matricula é obrigatória, e não há lei que autorize a medida.
O julgamento do homeschooling começou na semana passada, quando o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, votou a favor do ensino domiciliar. Para ele, alguns pais preferem comandar a educação de seus filhos diante das políticas públicas ineficazes na área de educação, dos resultados na qualidade no sistema de avaliação básica, além de convicções religiosas.
Barroso também citou que o modelo de ensino domiciliar está presente nos Estados Unidos, Finlândia e Bélgica, entre outros países. "Sou mais favorável à autonomia e emancipação das pessoas do que ao paternalismo e às intervenções do Estado, salvo onde eu considero essa intervenção indispensável", argumentou.
Ao votar na sessão desta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência e entendeu que o ensino domiciliar não está previsto na legislação: “O ensino familiar exige o cumprimento de todos os requisitos constitucionais. Não é vedado o ensino em casa desde que respeite todos os preceitos constitucionais. Há necessidade de legislação”.
O ministro Ricardo Lewandowski também entendeu que não é possível que os pais deixem de matricular os filhos nas escolas tradicionais. Segundo ele, “razões religiosas não merecem ser aceitas" pelo Judiciário para que os pais possam educar os filhos em casa. O ministro argumentou que os pais "não podem privar os filhos de ter acesso ao conhecimento” na escola tradicional.
“Não há razão para tirar das escolas oficiais, públicas ou privadas, em decorrência da insatisfação de alguns com a qualidade do ensino”, afirmou Lewandowski.
Além de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, também votaram no mesmo sentido. Fachin acompanhou em parte o relator.

Como a discussão sobre homeschooling chegou ao STF?

STF decidiu considerar ilegal o ensino domiciliar de crianças, conhecido como homeschooling
Divulgação/Governo de São Paulo
STF decidiu considerar ilegal o ensino domiciliar de crianças, conhecido como homeschooling
O caso que motivou o julgamento ocorreu com o microempresário Moisés Dias e sua mulher, Neridiana Dias. Em 2011, o casal decidiu tirar a filha de 11 anos da escola pública em que estudava no município de Canela (RS), a aproximadamente 110 quilômetros de Porto Alegre, e passar a educá-la por conta própria.
Eles alegaram que a metodologia da escola municipal não era adequada por misturar, na mesma sala, alunos de diferentes séries e idades, fugindo do que consideravam um “critério ideal de sociabilidade”. O casal disse que queria afastar sua filha de uma educação sexual antecipada por influência do convívio com colegas mais velhos.
A família que defende o homeschooling argumentou ainda que, por ser cristã, acredita no criacionismo – crença segundo a qual o homem foi criado por Deus à sua semelhança – e por isso “não aceita viável ou crível que os homens tenham evoluído de um macaco, como insiste a Teoria Evolucionista [de Charles Darwin]”, que é ensinada na escola.

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