
Por: Francisco Grijó - No bom filme Educação, da diretora dinamarquesa Lone Scherfig, a personagem feminina central, uma adolescente à frente de sua limitadíssima época, dirige-se à diretora da escola: “Vocês educam, mas esqueceram-se de dizer para quê!” É o ponto-chave da película. A mocinha não questiona a razão de estudar línguas mortas, teoremas ou história. Questiona se há algo além de tudo aquilo que se apresenta, e se o que é estabelecido pela família e pela escola é o resumo do que chama “viver” – também conhecido pelo nome tédio.
Há alguns anos me perguntaram sobre como me sentia como educador. Sou professor de pré-vestibular, o que é bem diferente. Não educo, embora qualquer professor, não importa a série em que atue (do infantil...