Blog da Escola de Referência e Educação Jovens e Adultos Amaury de Medeiros

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26 de outubro de 2008

DICIONÁRIO EM LIBRAS GANHA O PRÊMIO JOVEM CIENTISTA

O maior número de alunos com problemas auditivos no ensino superior é fruto das políticas de inclusão praticadas no Brasil, nos últimos anos, e gerou a necessidade de um aprimoramento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para a comunicação em linguagem universitária. Essa foi a constatação da aluna do último ano do curso de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Terezinha Cristina da Costa Rocha, que trabalha no Núcleo de Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais da universidade. "A Libras, apesar de existir desde o século 18, só foi regulamentada a partir de 2002. E com as leis de inclusão,percebemos que ela só dava conta da linguagem cotidiana, que não havia representação em Libras para as palavras rebuscadas do mundo acadêmico, menos ainda da Filosofia, que é muito abstrata", explica Terezinha. Foi então que, com a ajuda de alunos surdos da universidade, ela desenvolveu um dicionário de filosofia em Libras. Cerca de 20 pessoas com problemas auditivos participaram do projeto, criando os gestos para representar palavras como metafísica e empirismo. "Nós filmávamos e fotografávamos os gestos", conta a aluna que ganhou o Prêmio Jovem Cientista na categoria estudante de ensino superior. O dicionário, em CD ROM, contém 300 termos e ao clicar em um deles a pessoa visualiza a sua representação em Libras e lê a palavra em língua portuguesa. "A princípio era para os alunos com problemas auditivos me ajudarem apenas aos sábados. Mas eles ficaram tão empolgados, e aquilo passou a ter um significado tão importante para eles, que muitos apareciam todos os dias", conta. Com os R$ 10 mil que ganhou com o primeiro prêmio, Teresinha pretende terminar de produzir o CD, que ainda está inacabado. A expectativa da estudante é conseguir um patrocínio que ajude a disponibilizar o dicionário gratuitamente. "Não faria sentido vender uma coisa que é voltada para a acessibilidade", avalia. Agência Brasil

1 comentários:

Petter disse...

Eu também vou tentar continuar a ver Heroes, mais que tá ruim tá sim viu.

Abraços e valeu pelo comentário

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